Mãe do menino Gustavo posta desenhos do filho na parede e desabafa: "Meu coração aperta"

Mãe do menino Gustavo mostra desenhos feitos pelo filho na parede Três meses após a morte de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, a mãe do menino, Sabrina Sil...

Mãe do menino Gustavo posta desenhos do filho na parede e desabafa:
Mãe do menino Gustavo posta desenhos do filho na parede e desabafa: "Meu coração aperta" (Foto: Reprodução)

Mãe do menino Gustavo mostra desenhos feitos pelo filho na parede Três meses após a morte de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, a mãe do menino, Sabrina Silva Feitosa, publicou nas redes sociais um vídeo mostrando lembranças deixadas pelo filho na casa onde mora, em Palmas. Entre as imagens aparecem rabiscos infantis nas paredes e brinquedos guardados em cestos (assista acima). "O rabiscos mais lindo, mãe. Hoje olho para essas paredes riscadas e meu coração aperta. Quem dera eu pudesse voltar no tempo e reclamar menos, abraçar mais e viver tudo outra vez", lamentou. A publicação ocorre enquanto o caso segue na Justiça. Gustavo foi encontrado morto em 3 de agosto de 2026, depois de passar o fim de semana na casa do pai, Igor Veloso de Sousa. Ele e a madrasta da criança, Kathellen Moreira da Silva, estão presos suspeitos do crime e viraram réus após a Justiça aceitar a denúncia do Ministério Público do Tocantins (MPTO). 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Os pais do menino travavam disputas judiciais e o crime aconteceu poucos dias depois de a Justiça determinar que Igor pagasse pensão alimentícia ao filho. Sabrina registrou ocorrências contra o ex e, em 2023, o denunciou por ameaça. Em depoimento, Igor foi questionado sobre a demora em relatar a morte para a polícia e afirmou que ficou "rodando de carro" durante seis horas porque "não tinha o que dizer para a mãe desse menino". LEIA TAMBÉM Hospitais e clínicas suspendem atendimentos pelo SUS e Servir no TO por dívida de R$ 274 milhões Caso Gustavo: pai diz que ficou 'rodando de carro' após morte do filho por não ter o que dizer à mãe da criança Morador relata apreensão após nova aparição de onça na zona rural no TO: 'Vi que era grande' Sabrina Feitosa ao lado do filho Gustavo Veloso Reprodução/Instagram de Sabrina Feitosa Pai admitiu agressões Conforme os laudos periciais, Gustavo tinha marcas de agressões físicas e sinais de violência sexual. No depoimento ao qual a TV Anhanguera teve acesso, Igor confessou que espancou o menino na área externa da casa. De acordo com o laudo do Instituto Médico Legal (IML), a criança morreu em decorrência de uma hemorragia interna provocada por lesões graves em várias partes do corpo. O exame identificou hematomas na cabeça e no intestino, além de laceração anal. Segundo o laudo dos legistas, houve violência sexual. Igor nega. “Essas lesões foram dos chutes que eu dei, e eu não vou assumir uma coisa que eu não fiz”, disse. Igor Veloso é acusado dos crimes de vicaricídio, estupro de vulnerável, tortura e fraude processual. Kathellen responde por vicaricídio, por omissão diante das agressões praticadas contra o enteado, e fraude processual. A defesa de Igor afirmou que tudo será esclarecido nos autos. Já a defesa de Kathellen informou que ela não presenciou nem ouviu agressões contra Gustavo. Segundo a nota, ela foi impedida pelo companheiro de entrar no quarto e só soube da morte do menino no dia seguinte. A defesa sustenta a inocência de Kathellen e afirma que apresentará provas ao longo do processo (veja nota completa abaixo). Igor Gustavo Veloso de Souza e Kathellen Moreira foram presos em Palmas Divulgação/Instagram Delegado Eduardo Meneses Íntegra da nota de Kathellen Moreira A defesa de Kathellen Moreira, diante da matéria jornalística acerca de seu depoimento, esclarece que os trechos destacados devem ser compreendidos no contexto integral das declarações prestadas à autoridade policial. Kathellen relatou, com riqueza de detalhes, que não presenciou nem ouviu qualquer agressão contra Gustavo. Conforme os relatos mencionados em seu depoimento e as declarações do próprio Igor Veloso, as agressões ocorreram na área externa da residência, enquanto ela permanecia no quarto da sua bebê de cinco meses de idade, a qual estava amamentando. O próprio Igor Veloso afirmou que Kathellen não teve qualquer participação nos fatos e que, nas circunstâncias narradas, não poderia ter escutado as agressões. Em momento posterior, Kathellen esclareceu que ouviu apenas um barulho proveniente do cômodo onde Igor se encontrava com Gustavo, sem compreender do que se tratava. Ao tentar ingressar no quarto, foi impedida por Igor, que reagiu de forma agressiva, proferindo xingamentos e ameaças, além de determinar que não voltasse a incomodá-lo. Importa destacar que Kathellen afirmou expressamente não ter presenciado qualquer agressão contra a criança, tampouco ouvido sons que lhe permitissem identificar a ocorrência de violência. Kathellen declarou, ainda, que somente tomou conhecimento da morte de Gustavo no dia seguinte, segunda-feira, 3 de agosto de 2026, tendo recebido de Igor a versão de que o menino Gustavo havia se afogado. Kathellen Moreira está sendo injustiçada e tem vivenciado o pior momento de sua vida, privada de sua liberdade e há mais de 60 dias sem receber a visita de sua bebê de cinco meses, enquanto responde por um crime que não cometeu e o qual não tinha qualquer conhecimento. As demais provas e informações que corroboram sua inocência serão apresentadas nos autos, no momento adequado para o esclarecimento das imputações. A defesa reafirma sua convicção de que a inocência de Kathellen será comprovada no curso da ação penal. Kathellen reafirma seu compromisso com a verdade, permanecendo à disposição da Justiça para colaborar com a elucidação dos fatos. Por fim, Kathellen e sua defesa lamentam profundamente o falecimento de Gustavo e manifestam respeito à sua memória e à dor de seus familiares. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.